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A música realizada por conjuntos tradicionais africanos é a base da investigação de Marcos Branda Lacerda neste livro. Os textos tratam de aspectos da música de tradição iorubá e fon e de suas extensões no Brasil, apresentando uma caracterização da música sob uma perspectiva teórico-musical e associada a matérias estudadas sob outras metodologias. Os doze artigos discorrem sobre aspectos da história da pesquisa musical no Ocidente, a rede de influência exercida pelos estilos africanos sobre a música brasileira, sua presença na formação do minimalismo, assim como sua participação no fenômeno do sincretismo nas Américas e no retorno ao continente africano. Nas palavras do compositor Paulo Lima, o autor “faz e refaz mundos de pensamento com doses comparáveis de afeto, respeito, crítica e desconstrução reconstrutiva”.
Edusp
A música realizada por conjuntos tradicionais africanos é a base da investigação de Marcos Branda Lacerda neste livro. Os textos tratam de aspectos da música de tradição iorubá e fon e de suas extensões no Brasil, apresentando uma caracterização da música sob uma perspectiva teórico-musical e associada a matérias estudadas sob outras metodologias. Os doze artigos discorrem sobre aspectos da história da pesquisa musical no Ocidente, a rede de influência exercida pelos estilos africanos sobre a música brasileira, sua presença na formação do minimalismo, assim como sua participação no fenômeno do sincretismo nas Américas e no retorno ao continente africano. Nas palavras do compositor Paulo Lima, o autor “faz e refaz mundos de pensamento com doses comparáveis de afeto, respeito, crítica e desconstrução reconstrutiva”.
Os estudos sobre música africana e afro-brasileira analisam a polirritmia, o sincretismo e a ancestralidade que conectam as tradições da África Ocidental (como as dos povos iorubá e fon) aos gêneros brasileiros, como o samba e o coco. Esses trabalhos academicamente revisitam a percussão não apenas como acompanhamento, mas como organizadora temporal e pilar de resistência cultural.Para uma análise visual de como essas tradições rítmicas e percussivas ganham vida nas manifestações culturais brasileiras, confira este vídeo sobre a influência africana no ritmo:1:55Influência do ritmo africano na música brasileira31 mil visualizações · há 13 anosYouTube · TV BrasilObras de Referência e PesquisaUm dos trabalhos mais aprofundados no Brasil é o livro "Estudos sobre Música Africana e Afro-brasileira" de Marcos Branda Lacerda, lançado pela Editora Edusp. A obra compila artigos teóricos sobre ritmos de matriz africana, transcrição em etnomusicologia e a influência desses estilos na formação de gêneros tradicionais.Para explorar ainda mais os fundamentos rítmicos que baseiam essa expressão musical e compreender o papel da herança africana na formação da identidade nacional, você pode consultar a Revista África da USP.Conceitos CentraisOs pesquisadores da área destacam elementos técnicos e históricos fundamentais na música afro-brasileira:Polirritmia e Contrarrítimo: Estruturas complexas onde múltiplos padrões rítmicos (como tresillo e offbeat timing) soam simultaneamente, formando a base do samba e do maracatu.Tradição Oral e Memória: A música atua como arquivo e tecnologia cultural, sendo o principal veículo para transmitir história, religiosidade e conhecimentos.Sincretismo: A adaptação e fusão de sonoridades e toques de religiões de matriz africana, como o candomblé, com elementos da cultura europeia e indígena.Para entender melhor o conceito de música afrodiaspórica e sua relevância histórica e espiritual, assista a esta discussão sobre arte e resistência: