A MÚSICA DE DJAVAN - Vol. 2

R$ 210,00

Disponibilidade: Indisponível

Código: DJAVAN2

Editora: Luanda

Idioma: Português / Inglês

Autor/Artista: DJAVAN

Instrumento: Violão - Canto - Todos

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A Luanda Records, editora do próprio Djavan, lançou esta coleção composta por 3 livros, que possuem as transcrições de todas as músicas de Djavan, divididas em 17 álbuns, além de outras que nem foram gravadas. No formato da transcrição, se encontra a melodia principal, escrita na partitura, a letra da música, e as cifras com seus respectivos desenhos para o braço do violão. A organização das 185 canções é cronológica.
Os 3 livros são impressos em papel de alta qualidade e possuem textos do jornalista Hugo Sukman. Certamente uma coleção que está à altura do que espera o grande fã e pesquisador da obra de Djavan.


Melodia - Letra - Cifra
229 páginas
Luanda Records

Músicas:

1984 - LILÁS

15   LILAS
18   INFINITO
22   ESQUINAS
25   TRANSE
28   OBI
31   MIRAGEM
34   IRIS
39   CANTO DA LIRA
42   L1BERDADE

1986 - MEU LADO

49   BEIRAL
52   SEGREDO
55   ROMANCE
58   QUASE DE MANHÃ
61   MUlTO MAIS
64   ASA
68   TOPÁZIO
71   LEI

1987 - NÃO É AZUL MAS É MAR

77   SOWETO      
80   BOUQUET       
83   ME LEVE  
86   DOU-NÃO-DOU      
89   FLORIR     
92   CARNAVAL NO RIO  
95   NAVIO     
99   MAÇà 
102 REAL  
106 DOIDICE

1989 - DJAVAN (OCEANO)

113   CURUMIM      
116   OCEANO      
119   CORISCO      
123   CIGANO      
126   AVIÃO      
129   VOCÊ BEM SABE      
132   MAL DE MIM      
136   MIL VEZES

1992 - COISA DE ACENDER

143   A ROTA DO INDIVÍDUO   
146   BOA NOITE   
150   SE   
153   L1NHA DO EQUADOR   
156   VIOLEIROS   
159   ANDALUZ   
165   OUTONO   
168   ALIVIO   
172   BAILE

1994 - NOVENA

179   LIMÃO   
183   NAS RUAS   
186   ALIÁS
189   SEM SABER   
193   MAR A VISTA   
195   QUERO-QUERO   
201   RENUNCIAÇÃO   
204   LOBISOMEM   
208   SETE COQUEIROS   
210   ÁGUA DE LUA   
213   AVÔ

OUTRAS GRAVAÇÕES

220   POR UMA MULHER
223   LÁBIOS
225   O VENTO
228   VOCÊ É (I)
231   NUVEM NEGRA
234   SERENE
237   FIGURA

Lá pelos 11, 12 anos, não que Djavan Caetano Viana não jogasse bola nas várzeas poeirentas de Maceió, como qualquer menino de sua idade. Ele jogava, e bem. Chegou até a despontar como meio-campo no time do CSA, onde se quisesse teria feito carreira profissional.
Mas seu campo de jogo era de fato outro: um amplo salão na casa do Dr. Ismar Gatto, pai de seu amigo Marcio, onde havia um poderoso equipamento de som quadrifônico. E, o que é melhor, para preencher aquela sonzeira toda, rara mesmo nos grandes centros, raríssima na Maceió dos anos 1950, também havia uma coleção de discos que parecia conter toda a música do mundo.
Foi lá que o menino ouviu a música eterna de Bach, Beethoven e de todos os clássicos. Foi lá que descobriu a liberdade do jazz, das loucuras de Miles Davis e John Coltrane ao canto de Ella, Sarah e Billie. Foi lá também que descobriu a tradição brasileira, de Noel a Jobim, das escolas de samba ao samba canção, da riqueza harmônica e das síncopes rítmicas. Foi lá que ouviu Jackson do Pandeiro, Ary Lobo, Luiz Gonzaga e descobriu que aqueles cantadores nordestinos que ele via mesmo nas ruas da cidade faziam também grande música. Foi lá que surgiu a intuição de que ele próprio poderia fazer música, uma música sua, indelevelmente sua, mas que de certa maneira contivesse tudo aquilo que ele ouvia na viagem sonora pela coleção de discos do doutor Ismar.
Foi lá, naquele salão acolhedor de casa de província que - parafraseando o que certa vez o poeta Torquato Neto disse de Gilberto Gil - Djavan descobriu que das formas de se fazer música, ele preferia todas.
O resultado desse verdadeiro alumbramento sonoro está integralmente neste songbook, em cada uma das canções escritas ao longo dos últimos 30 anos. Pela rara associação da diversidade mais extrema com o estilo mais singular, o que se tem aqui é o documento da evolução de uma das obras mais importantes da música brasileira, que conseguiu ao mesmo tempo ser a mais popular possível sem abrir mão da sofisticação mais extrema.
Djavan sabe da importância de um songbook pois, quando saiu do salão da música já contaminado por ela e descobriu o violão como instrumento, foi àquelas revistinhas de cifras de banca de jornal que recorreu para aprender a tocar. Soube logo da precariedade delas. E como deseja que sua música seja de fato popular, tocada Brasil e mundo afora, resolveu torná-la acessível em cifras e partituras. E da forma como ela foi composta, com as suas harmonias, seus desenhos melódicos inusitados, suas quebradas rítmicas, a sua poesia muito pessoal.
Revista em perspectiva, como está aqui, em ordem cronológica, disco a disco, a obra de Djavan parece que foi imaginada racionalmente tal como ela é, e não que foi construída passo a passo, mais com a emoção do momento do que com razão do tempo.