A MÚSICA DE DJAVAN - Vol. 1

R$ 229,99

Disponibilidade: Indisponível

Código: DJAVAN1

Editora: Luanda

Idioma: Português / Inglês

Autor/Artista: DJAVAN

Instrumento: Violão - Canto - Todos em C

Share |


 

A Luanda Records, editora do próprio Djavan, lançou esta coleção composta por 3 livros, que possui as transcrições de todas as músicas de Djavan, divididas em 17 álbuns, além de outras que nem foram gravadas. No formato da transcrição, se encontra a melodia principal, escrita na partitura, a letra da música, e as cifras com seus respectivos desenhos para o braço do violão. A organização das 185 canções é cronológica.
Os 3 livros são impressos em papel de alta qualidade e possuem textos do jornalista Hugo Sukman. Certamente uma coleção que está à altura do que espera o grande fã e pesquisador da obra de Djavan.


Melodia - Letra - Cifra
229 páginas
Luanda Records

Músicas:

1976 - A VOZ, O VIOLÃO, A MÚSICA DE DJAVAN

15 FLOR-DE-LIS
18 NA BOCA DO BECO
22 MAÇÃ DO ROSTO
25 PÁRA-RAIO
28 E QUE DEUS AJUDE
31 QUANTAS VOLTAS DÁ MEU MUNDO
34 MARIA DAS MERCEDES
37 MUlTO OBRIGADO
40 EMBOLA BOLA
43 FATO CONSUMADO
47 MAGIA
50 VENTOS DO NORTE

1978 - DJAVAN

57 CARA DE ÍNDIO
59 SERRADO
62 ÁGUA
65 ÁLIBI
68 NUMA ESQUINA DE HANÓI
71 MINHA MÃE
74 ALAGOAS
78 ESTÓRIA DE CANTADOR
81 NERECI
84 SAMBA DOBRADO
87 DUPLA TRAIÇÃO

1980 - ALUMBRAMENTO

93 TEM BOI NA LINHA
97 SIM OU NÃO
100 LAMBADA DE SERPENTE
103 DOR E PRATA
106 MEU BEM-QUERER
109 AQUELE UM
112 ALUMBRAMENTO
115 SURURU DE CAPOTE 

1981 - SEDUZIR

121 PEDRO BRASIL
125 SEDUZIR
128 MORENA DE ENDOIDECER
131 JOGRAL
134 A ILHA
138 FALTANDO UM PEDAÇO
142 ÊXTASE
146 LUANDA
149 TOTAL ABANDONO

1982 - LUZ

155 SAMURAI
158 LUZ
161 NOBREZA
163 CAPIM
165 SINA
168 PÉTALA
171 BANHO DE RIO
174 AÇAÍ
176 ESFINGE
180 MINHA IRMÃ

OUTRAS GRAVAÇÕES

186 REI DO MAR
189 UM DIA
192 COMO POSSO SABER
195 É HORA
199 PARA COMIGO FAZER
202 ROMEIROS
206 MERA FANTASIA
209 DESFIGURADO
212 SABOR IMPUNE
215 TODAS AS HORAS
217 DE FLOR EM FLOR
220 DESEJO
223 TANTA SAUDADE

Lá pelos 11, 12 anos, não que Djavan Caetano Viana não jogasse bola nas várzeas poeirentas de Maceió, como qualquer menino de sua idade. Ele jogava, e bem. Chegou até a despontar como meio-campo no time do CSA, onde se quisesse teria feito carreira profissional.
Mas seu campo de jogo era de fato outro: um amplo salão na casa do Dr. Ismar Gatto, pai de seu amigo Marcio, onde havia um poderoso equipamento de som quadrifônico. E, o que é melhor, para preencher aquela sonzeira toda, rara mesmo nos grandes centros, raríssima na Maceió dos anos 1950, também havia uma coleção de discos que parecia conter toda a música do mundo.
Foi lá que o menino ouviu a música eterna de Bach, Beethoven e de todos os clássicos. Foi lá que descobriu a liberdade do jazz, das loucuras de Miles Davis e John Coltrane ao canto de Ella, Sarah e Billie. Foi lá também que descobriu a tradição brasileira, de Noel a Jobim, das escolas de samba ao samba canção, da riqueza harmônica e das síncopes rítmicas. Foi lá que ouviu Jackson do Pandeiro, Ary Lobo, Luiz Gonzaga e descobriu que aqueles cantadores nordestinos que ele via mesmo nas ruas da cidade faziam também grande música. Foi lá que surgiu a intuição de que ele próprio poderia fazer música, uma música sua, indelevelmente sua, mas que de certa maneira contivesse tudo aquilo que ele ouvia na viagem sonora pela coleção de discos do doutor Ismar.
Foi lá, naquele salão acolhedor de casa de província que - parafraseando o que certa vez o poeta Torquato Neto disse de Gilberto Gil - Djavan descobriu que das formas de se fazer música, ele preferia todas.
O resultado desse verdadeiro alumbramento sonoro está integralmente neste songbook, em cada uma das canções escritas ao longo dos últimos 30 anos. Pela rara associação da diversidade mais extrema com o estilo mais singular, o que se tem aqui é o documento da evolução de uma das obras mais importantes da música brasileira, que conseguiu ao mesmo tempo ser a mais popular possível sem abrir mão da sofisticação mais extrema.
Djavan sabe da importância de um songbook pois, quando saiu do salão da música já contaminado por ela e descobriu o violão como instrumento, foi àquelas revistinhas de cifras de banca de jornal que recorreu para aprender a tocar. Soube logo da precariedade delas. E como deseja que sua música seja de fato popular, tocada Brasil e mundo afora, resolveu torná-la acessível em cifras e partituras. E da forma como ela foi composta, com as suas harmonias, seus desenhos melódicos inusitados, suas quebradas rítmicas, a sua poesia muito pessoal.
Revista em perspectiva, como está aqui, em ordem cronológica, disco a disco, a obra de Djavan parece que foi imaginada racionalmente tal como ela é, e não que foi construída passo a passo, mais com a emoção do momento do que com razão do tempo.